Estou surpresa! Estive ausente por muito tempo. Já é fim de ano e nada postei.
Foram momentos de alegria, com tres aniversários de netos; um tempo de luto, com o falecimento de minha sogra - Ida - mais alegrias e ausências com viagens muitas, curtas no tempo, outras vezes, longas na distância. Vi e revi Campos do Jordão, Itatiaia - o parque é um paraíso e Penedo um cantinho adorável. Depois vieram: Moscou, Varsóvia, Cracóvia, República Tcheca, Budapeste, Praga, Viena e Berlim. A parte linda é como já vimos na Europa Ocidental. Sem ser pessimista, o banho de História que tive foi visitar Auschwitz e Birkenau. Foi o choque do mundo lindo, amoroso com o inferno maldoso, incrivelmente realista! Contudo, se fosse possível, todos deveríamos ver o que restou daquela trajédia humana e não girarmos sempre em torno dos lindos museus imperiais ou artísticos; observar o gótico ou renascentista das catedrais...Aquela visão ficará comigo para sempre, não como pesadelo mas em compaixão. Algo que não durará apenas o tempo de um filme, sobre os campos nazistas de concentração.
Espero estar mais atenta a este blog, mesmo que ninguém o leia. É muito gratificante escrever. Não precisa ser um romance, um conto mesmo uma poesia. O rabiscar, com lápis ou caneta - aqui o teclado - é uma terapia para mim.( ou um bombom com licor!)
Bom, só quero dizer que estou de volta e quero ser mais disciplinada. Boa noite.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Chegada de Gabriel
Chegada de Gabriel
Meu terceiro neto, Gabriel, chegou na tranquilidade de um dia que findava; no dia vinte e um de outubro, no ombro de uma nuvem espessa. Só que a nuvem se segurou e não rolou feito água, céu abaixo, como das outras vezes.
A ansiedade era a mesma que sofrera desde o primeiro evento, quando nasceu Felipe; a mesma que inundava meu coração, no tempo de Guilherme. Avó sofre! Pode ser que avô sofra, que tia arregale os olhos e tio finja sossego. A verdade é que avó sofre! Avó Regina e Avó Mary. Esta, então era puro desespero! O tempo parecia estacionado. Ou era eu que olhava sem pausa para o relógio, querendo logo o menino na vidraça.
Nosso coração desceu do espanto, quando Surya, todo paramentado de cirurgião, surgiu à porta, com imenso sorriso e olhos como estrelas brilhando! Fingia calma, experiência já adquirida; só fingia, eu sei! Foi o abraço mais apertado que até hoje me deu.
Depois, foi só alegria, vendo o banho através da vidraça. O pai, que corajoso!- ou é a mãe que é corajosa?- lavava o filho com desenvoltura, sob a supervisão da enfermeira. Se uma avó limpava disfarçadamente alguma lágrima, pode ter a certeza de que era de pura emoção ou só um cisco que entrara em seus olhos!
Agora, é dar graças ao Senhor e curtir a presença desse anjinho, que, além de tudo, traz o nome de Anjo. E que Anjo!
Meu terceiro neto, Gabriel, chegou na tranquilidade de um dia que findava; no dia vinte e um de outubro, no ombro de uma nuvem espessa. Só que a nuvem se segurou e não rolou feito água, céu abaixo, como das outras vezes.
A ansiedade era a mesma que sofrera desde o primeiro evento, quando nasceu Felipe; a mesma que inundava meu coração, no tempo de Guilherme. Avó sofre! Pode ser que avô sofra, que tia arregale os olhos e tio finja sossego. A verdade é que avó sofre! Avó Regina e Avó Mary. Esta, então era puro desespero! O tempo parecia estacionado. Ou era eu que olhava sem pausa para o relógio, querendo logo o menino na vidraça.
Nosso coração desceu do espanto, quando Surya, todo paramentado de cirurgião, surgiu à porta, com imenso sorriso e olhos como estrelas brilhando! Fingia calma, experiência já adquirida; só fingia, eu sei! Foi o abraço mais apertado que até hoje me deu.
Depois, foi só alegria, vendo o banho através da vidraça. O pai, que corajoso!- ou é a mãe que é corajosa?- lavava o filho com desenvoltura, sob a supervisão da enfermeira. Se uma avó limpava disfarçadamente alguma lágrima, pode ter a certeza de que era de pura emoção ou só um cisco que entrara em seus olhos!
Agora, é dar graças ao Senhor e curtir a presença desse anjinho, que, além de tudo, traz o nome de Anjo. E que Anjo!
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Do sofrimento e da dor
Quando a dor não vai embora
nem em saudade se torna,
morres com ela,
ou finges que não a ves,
que não a sentes...
Ela se cansa e some.
Ou te consome e te faz demente!
Retoma, então, tua vida deposta
e garimpa alegria como resposta
ao sofrimento.
nem em saudade se torna,
morres com ela,
ou finges que não a ves,
que não a sentes...
Ela se cansa e some.
Ou te consome e te faz demente!
Retoma, então, tua vida deposta
e garimpa alegria como resposta
ao sofrimento.
sexta-feira, 14 de março de 2008
Justiça
Apenas um pequeno comentário: eu dissera, tendo assistido ao filme sobre a vida de Edith Piaf, que a atriz Marion Cotillard merecia o prêmio de melhor atriz, no evento Oscar de 2008. Coisa óbvia para muitos, tal a perfeição com que encenou o drama que foi aquela vida. Assim é que eu, que nem ligada sou nesta badalação, prestei atenção, torci pela moça e fiquei feliz que lhe tenham feito justiça.
Se você viu o filme há de concordar comigo.
Se você viu o filme há de concordar comigo.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Coisas de Menino
Estou no tempo de rasgar papéis. Vocês sabem o que é isso? Se sabem, é bem isso mesmo: a gente guarda postais, cartas, bilhetes até contas de telefone e outras coisitas mil...Vou jogando em uma gaveta, meio a lembretes e versos que me ocorrem no meio da noite ou enquanto almoço; numa lanchonete ou na madrugada. Chega um momento em que o volume grita e me sinto na obrigação de exercitar a escolha.
Foi num desses momentos que encontrei algo de grande significado para mim. Meu filho tinha cinco anos e tínhamos, atrás da casa, um misto de jardim e pomar. Havia grande ameixeira, goiabeira e limoeiro. No pequeno jardim, ao redor do muro, plantei samambaias, rosinhas e lírios; sob a grande árvore, orquídeas desfrutavam da generosa sombra, sobre um jirau. Todo o espaço central era coberto por grama, o que permitia às crianças brincarem com grande liberdade!
Conto sobre este cenário para que possam entender como em plena cidade grande, no fim do século vinte, as crianças ainda podiam desfrutar de brincadeiras ao ar livre até subindo em árvores!
Espero que meus netos, como meus filhos, possam brincar neste novo pequeno jardim e que nele haja clima de paz para sonharem. Transcrevo o achado e rasgo a preciosidade do papel já amarelecido.
Coisas de Menino
Coisa mais linda a imaginação infantil a desenhar florestas; a construir um enorme barco, cheinho de piratas; um mar, com tubarões e tudo, no exíguo quintal; a povoar a vida com realidades virtuais...
Entre varais coloridos, com prejuízo de alguns lírios, surge violento urso...Somente a poderosa metralhadora - "é super- sônica" - afirma entre matreiro e aflito, poderá liqüidá-lo. Apontando para o nada um disforme pedaço de madeira, onomatopatiza com língua ágil o som de sua defesa.
Virando-se num salto, deixa esta arma...E, com as mãos em concha sobre a boca, grita o grito forte do senhor das selvas: ô...ô...ô... Subindo na árvore como Tarzan, dela desce como Batman. À metamorfose basta uma corda ( o grosso cipó africano) e um pano de copa ( a capa!). Caçando é Falcon; nadando na grama, é o " homem- do- fundo- do- mar"...
Com lápis e papel faz lindos desenhos; com massa e argila constrói um mundo fantástico de bichos, máquinas e robôs. " Minhas experiências" diz com autoridade, nariz empinado.
De repente cessa toda a agitação. A brincadeira acabou-se. Escondeu-se a criança. Sumiu! Muito quieto, boa coisa não faz...Qual nada!
- " Estou seguindo as formigas! E tem outro bicho muito perigoso!"
- " Que é? interrogo alvoroçada. Nem precisa responder: o pobre besouro segue em cortejo funeral, arrastado ao formigueiro! E, não contente de cercear-lhes o caminho, repete em tom doutoral:- "vou castigar elas...são más...picam a gente!..." Levanta o pezinho e desfecha-lhes golpe mortal. Tento explicar que não é assim, mas : "Agora, vou procurar tatuzinhos; são mais bonzinhos; não tenho medo, viram bolinhas!"
Não passa um quarto de hora sossegado: espada de papel, máscara de Zorro, ou a bola, nos chutes fortes- "sou Rivelino", "sou a Ponte Preta"...
Olhando com novo olhar, distante de tudo que já vivenciara, me pede:-"mamãe, faz pra mim uma estrela de Xerife? Pego tesoura e um papel qualquer e tento uma estrela. "Assim não! Assim não serve! Tem que ser papel amarelo! E lá vou eu atrás de papel apropriado. Depois, debruçado sobre o Forte Apache, mil homenzinhos e índios submissos, ele é o dono do quartel. Fala grosso e gira o revólver de plástico entre os dedos, uma façanha! Só depois de muita manha e alguma zanga, ei-lo na cama, sonhando suas verdades...
Dia curto para tanta lida!
Todavia, como tudo na vida não passa de ilusão, é mais viva esta fantasia sua, que a vida real sem emoção.
Foi num desses momentos que encontrei algo de grande significado para mim. Meu filho tinha cinco anos e tínhamos, atrás da casa, um misto de jardim e pomar. Havia grande ameixeira, goiabeira e limoeiro. No pequeno jardim, ao redor do muro, plantei samambaias, rosinhas e lírios; sob a grande árvore, orquídeas desfrutavam da generosa sombra, sobre um jirau. Todo o espaço central era coberto por grama, o que permitia às crianças brincarem com grande liberdade!
Conto sobre este cenário para que possam entender como em plena cidade grande, no fim do século vinte, as crianças ainda podiam desfrutar de brincadeiras ao ar livre até subindo em árvores!
Espero que meus netos, como meus filhos, possam brincar neste novo pequeno jardim e que nele haja clima de paz para sonharem. Transcrevo o achado e rasgo a preciosidade do papel já amarelecido.
Coisas de Menino
Coisa mais linda a imaginação infantil a desenhar florestas; a construir um enorme barco, cheinho de piratas; um mar, com tubarões e tudo, no exíguo quintal; a povoar a vida com realidades virtuais...
Entre varais coloridos, com prejuízo de alguns lírios, surge violento urso...Somente a poderosa metralhadora - "é super- sônica" - afirma entre matreiro e aflito, poderá liqüidá-lo. Apontando para o nada um disforme pedaço de madeira, onomatopatiza com língua ágil o som de sua defesa.
Virando-se num salto, deixa esta arma...E, com as mãos em concha sobre a boca, grita o grito forte do senhor das selvas: ô...ô...ô... Subindo na árvore como Tarzan, dela desce como Batman. À metamorfose basta uma corda ( o grosso cipó africano) e um pano de copa ( a capa!). Caçando é Falcon; nadando na grama, é o " homem- do- fundo- do- mar"...
Com lápis e papel faz lindos desenhos; com massa e argila constrói um mundo fantástico de bichos, máquinas e robôs. " Minhas experiências" diz com autoridade, nariz empinado.
De repente cessa toda a agitação. A brincadeira acabou-se. Escondeu-se a criança. Sumiu! Muito quieto, boa coisa não faz...Qual nada!
- " Estou seguindo as formigas! E tem outro bicho muito perigoso!"
- " Que é? interrogo alvoroçada. Nem precisa responder: o pobre besouro segue em cortejo funeral, arrastado ao formigueiro! E, não contente de cercear-lhes o caminho, repete em tom doutoral:- "vou castigar elas...são más...picam a gente!..." Levanta o pezinho e desfecha-lhes golpe mortal. Tento explicar que não é assim, mas : "Agora, vou procurar tatuzinhos; são mais bonzinhos; não tenho medo, viram bolinhas!"
Não passa um quarto de hora sossegado: espada de papel, máscara de Zorro, ou a bola, nos chutes fortes- "sou Rivelino", "sou a Ponte Preta"...
Olhando com novo olhar, distante de tudo que já vivenciara, me pede:-"mamãe, faz pra mim uma estrela de Xerife? Pego tesoura e um papel qualquer e tento uma estrela. "Assim não! Assim não serve! Tem que ser papel amarelo! E lá vou eu atrás de papel apropriado. Depois, debruçado sobre o Forte Apache, mil homenzinhos e índios submissos, ele é o dono do quartel. Fala grosso e gira o revólver de plástico entre os dedos, uma façanha! Só depois de muita manha e alguma zanga, ei-lo na cama, sonhando suas verdades...
Dia curto para tanta lida!
Todavia, como tudo na vida não passa de ilusão, é mais viva esta fantasia sua, que a vida real sem emoção.
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Conversa entre amigos
Conversa entre amigos
Faz tempo que não venho postar uma mensagem, mesmo curta que fosse. Entretanto, só fiz coisas boas: Li um livro de poesias de um amigo, outro livro de ficção até interessante e viajei um bocado. Andei por Campos do Jordão, Serra Negra, Vale do Paraíba e Búzios. Foi tudo muito agradável, dando uma pausa aos assuntos tristes, irritantes e estressantes qual sejam as roubalheiras de nossos " representantes" - Salve-me, Senhor, desta cambada!
Vi um bom filme, dentre os muitos medíocres. O drama que foi a vida de Edith Piaf está muito bem expresso no filme : " Um Hino ao Amor". Marrion Cotillard merece um Oscar. Veremos se lhe farão justiça.
Aqui, uma poesia para lembrar a quem le que há um momento em que se deixa de ser criança e é preciso decidir-se seguir a vida. Viver é difícil e crescer dói. Mas, permanecer bebezinho, quase dentro do útero, não é solução e ninguém quer. Se você, apesar de seus belos anos, ainda não se decidiu, decida-se agora. Não vai sofrer mais que ficar sob as asas de papai e mamãe!
Decisão
Criar asas. Voar.
Percorrer atalhos.
Abrir caminhos, entre matas,
matando desejos.
Domar o mal maior
ou a simples macacoa.
Mesmo que doa,
sofrer a renúncia do berço
e medrar sem medo,
rompendo elos pré-moldados...
Violar laços.
Assumir-se no universo
ao mesmo tempo antigo e novo.
Saindo do ovo, mesmo timidamente...
Mas saindo.
Ir mais longe. Superar-se.
Sondar os instintos.
Todos.
Raciocinar apenas o suficiente.
Ir só.
Ser só na trilha
que exige fantasia e trabalho.
Vigiar, como sentinelas,
portas e janelas do ego.
Não caducar.
Nem claudicar...
Enterrando a frustração da nada,
ressuscitar de cada dia o tudo,
numa fagulha de amor e coragem.
Faz tempo que não venho postar uma mensagem, mesmo curta que fosse. Entretanto, só fiz coisas boas: Li um livro de poesias de um amigo, outro livro de ficção até interessante e viajei um bocado. Andei por Campos do Jordão, Serra Negra, Vale do Paraíba e Búzios. Foi tudo muito agradável, dando uma pausa aos assuntos tristes, irritantes e estressantes qual sejam as roubalheiras de nossos " representantes" - Salve-me, Senhor, desta cambada!
Vi um bom filme, dentre os muitos medíocres. O drama que foi a vida de Edith Piaf está muito bem expresso no filme : " Um Hino ao Amor". Marrion Cotillard merece um Oscar. Veremos se lhe farão justiça.
Aqui, uma poesia para lembrar a quem le que há um momento em que se deixa de ser criança e é preciso decidir-se seguir a vida. Viver é difícil e crescer dói. Mas, permanecer bebezinho, quase dentro do útero, não é solução e ninguém quer. Se você, apesar de seus belos anos, ainda não se decidiu, decida-se agora. Não vai sofrer mais que ficar sob as asas de papai e mamãe!
Decisão
Criar asas. Voar.
Percorrer atalhos.
Abrir caminhos, entre matas,
matando desejos.
Domar o mal maior
ou a simples macacoa.
Mesmo que doa,
sofrer a renúncia do berço
e medrar sem medo,
rompendo elos pré-moldados...
Violar laços.
Assumir-se no universo
ao mesmo tempo antigo e novo.
Saindo do ovo, mesmo timidamente...
Mas saindo.
Ir mais longe. Superar-se.
Sondar os instintos.
Todos.
Raciocinar apenas o suficiente.
Ir só.
Ser só na trilha
que exige fantasia e trabalho.
Vigiar, como sentinelas,
portas e janelas do ego.
Não caducar.
Nem claudicar...
Enterrando a frustração da nada,
ressuscitar de cada dia o tudo,
numa fagulha de amor e coragem.
sábado, 6 de outubro de 2007
Recadinho
A vida é mais que armários, vãos e prateleiras para se encherem de coisas até inúteis!
A vida é mais que espaços, nos quartos e nas cozinhas...
O coração é que precisa de grande espaço, muito espaço para o amor e os amigos!
A vida é mais que espaços, nos quartos e nas cozinhas...
O coração é que precisa de grande espaço, muito espaço para o amor e os amigos!
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