O nascimento de Jesus, o Cristo, poderia ser celebrado durante os 365 dias do ano. E deixar nascer o Salvador em nós, nada mais é que nos revestirmos de seus pensamentos e sentimentos, pondo - os em ação. É difícil, porém, não impossível. Com atenção e disciplina esta transformação vai aos poucos acontecendo ao longo de nossa caminhada pela vida. Mais um dia que tenho é tempo de rever minhas opções, consertar atitudes negativas ou adubar comportamentos saudáveis. Com essa revisão diária, como bom jardineiro ou agricultor, não diremos como mantra habitual: " Feliz Natal" ou " Feliz Ano Novo". Nossos bons desejos devem nascer da solidariedade e da compaixão. Não se pode viver dando murros em punhal e nas festas natalinas ou ao fecharem - se as cortinas do velho ano, guardarmos a adaga ou o revólver. Pois há atos ou palavras e omissões que beiram a assassinatos!
Peneirando o tempo, deixando vazar os bocados de dor, de medo e frustração, sobrará um caldo denso, suculento de amizade e amor que fará bem a muitos.
Dias finais, recontagem para terminar o ano, hora de agradecer: ao esposo, aos filhos, aos irmãos, aos amigos; agradecer aos vizinhos, aos serviçais e ao Autor da vida.
Que 2018 nos seja mais leve e eu possa aproveitar melhor meus minutos. E jamais olvidar a missão de amar sem reservas. Se eu conseguir isso, serei abençoada e construirei um oásis de paz!
Então, tenhamos metas reais, possíveis e ao amanhecer do novo ano, começaremos a nova trilha, na peregrinação da vida.
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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017
segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
Ponderação
Faltam poucas horas para fecharmos as portas do Ano Velho!
Com bons momentos e horas de dúvidas, dores; dias densos, sombrios...
O mundo inteiro trazendo más notícias e com muita coragem fomos colocando luzes e caminhando com cautela.
Vozes nefastas ecoaram por muitos ângulos. A meta é sempre manter o povo em alerta; no temor.
Que os propósitos de 2016, cumpridos ou não fiquem por lá. Que novos sonhos sejam elaborados sem pressa.
Também quero que minhas metas não sejam tão grandiosas. Como já refleti, que nossas metas sejam mais imediatas, pequenas, singelas; modestas mesmo.
Quero estar viva ainda mais um tempo. Contudo, ninguém sabe o " quando " nem o " como". E não me preocuparei com isso. Se conseguir arrumar minhas gavetas e esta mesa; se conseguir escrever algo, mesmo que quase ninguém leia, ótimo! Se eu terminar a leitura daqueles cinco livros, uns lidos pela metade, outros ainda mal começados. Preciso disciplinar a gula mental e física. " Las Cartas Secretas...", de Gianluigi Nuzzi, está no início. Os dois de Daniel Estulin, " Club Bilderberg" estou a terminar. O de Roberto Pazzi, " Conclave" também no início. " Cartas de Hastings e de Paris, de Teilhard de Chardin, para reler;o mesmo para " Terra dos Homens" de Saint - Exupéry. Isso é urgente e básico. Sei que outros já teriam lido tudo isso e mais o dobro. Não me compararei com os revisores de editora, os profissionais da leitura e releitura. Mas, isso é o mínimo que tenho a fazer, quanto à leitura. Não ponderarei sobre os exercícios físicos e as muitas pausas que me concedo nem sempre voluntárias.
O que plantar desde hoje é o que colherei à frente.
Quero plantar mais amor, com formato de sorrisos, de abraços, de brincadeiras com netos e debulhar conversas jogando- as pelo chão e pelo ar, sem nenhuma pressa ou preocupação. Com atenção ao momento, sugando o tudo da hora. Embora a frustração sempre aconteça, não me esconderei sob a doença em forma de negação. Quero assumir a tristeza, se aparecer, sem máscara de palhaço que chora pra dentro ou sozinho em seu camarim. Se tiver que chorar, chorarei no palco da vida. Se tiver motivo para rir, quero rir muito, exageradamente. Sem fingimento nem de sofrimento nem de prazer.
Pronto. Fim de ano. Sem culpas; com mérito de trabalho feito. Pouco, é verdade. Mas, cá tenho meus motivos. Quero ser digna do Mestre: ponho as mãos no arado e não olho para trás. Se ainda tiver vãos nestas tarefas, pretendo pintar dois quadros e organizar um livro de poesias. Tudo muito devagar. Porque ansiedade é doença séria. O ansioso fica estressado. E a doença deste tempo é o estresse que está sob muitas vestimentas. Nem preciso enumerá-las.
Posso até saber de guerras, crises econômicas e governamentais. Passo por elas navegando suavemente. Contudo sei que as ondas bravias podem balançar meu barco. Porém, sou forte na fé: creio que o equilíbrio vem d'Ele. Nada me abalará.
Ponderação superficial, mas que me conforta.
Que o Ano Novo seja de fato novo para mim e para muitos. Então, feliz Ano Novo!
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