quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Luminosa Vida

Fique sempre no mais alto. Como claraboia proceda. Seja a translucidez seu alvo. Ao lutífero não ceda. Não siga o lucífugo, fugindo da luminosa Verdade. Seja sua transparência fogo. Sua alvura, a caridade. Pequena ou grande lucarna, o importante é vazar luz, de sua defesa, arma. Luz solar, fogaréu, luz de vela. Seja luzerna que seduz. Leve o Eterno por ela!

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Homenagem à ALJA - Academia de Letras José de Alencar

ALJA - Mostarda e Águia Sou a Casa de Letras a crescer eternamente, juntando talentos, qual pedras justapostas harmonicamente, com garra e seriedade. Gerei a menor semente, biblicamente enaltecida. Tornou-se ela, tão somente, ALJA, hoje aqui fortalecida, nesta bela realidade! Meio a muitas Casas de Cultura, neste universo, me encorajei a bater asas; a criar sonhos, em prosa e verso. Levo a muitos o fervor da verdade! Venham todos os amigos. Venham com música e poesia. Venham com vinho, pães e figos. Celebremos nossa Academia, enaltecendo nossa amizade!

domingo, 23 de outubro de 2016

Casa do Poeta

Homenagem à Casa do Poeta de Campinas Sou a Casa do Poeta e nasci em berço de ouro, pelo tesouro que me foi confiado. O brilho amarelo do sol aquecia nossa casa e a primavera cantava em versos férteis. O explodir do riso farto em cascata, envolvia a todos. E o ar se vestia de festa! Fui crescendo, de bebezinho a criança inteligente; de formosa adolescente a jovem culta, eficiente. Hoje, é meu aniversário; completo vinte anos e conclamo a todos: vinde! Vinde o violão e o tenor; sem temor, achegai-vos corais e poemas , piano e teclado até sanfona ou só sorrisos e aplausos. Aguardo quem revele emoção em verso comovente, alegre ou triste, fazendo chorar ou bailar até o mais insensível, que resiste aos acordes e ao festejo da hora. Agora, como antes, meus braços abertos, acolhem o pequeno e o grande talento, para o sarau - vesperal - que invento ou algum majestoso evento. Cumpro, na alegria, meu dever de zelar pela cultura desta terra campineira, a fechar, dentre muitas, como moldura, sua riqueza de música e literatura. Neste dia, pois, sou muito feliz, quando alguém a sorrir me diz: "Parabéns, Casa do Poeta de Campinas!"

domingo, 9 de outubro de 2016

Mutação

Quero ter tempo pra tudo. Contudo, que este tudo seja apenas vivido hoje. E, dentro deste hoje, aqui de qualquer hora, viver muito bem o " agora". Sem pressa, com grande alegria e vigor. Sugar, sem temor apenas o " já " desta hora... É bem isso que quero: beber o momento, a fração de segundo de cada minuto, indo ao fundo... Sem criar barreiras para o bem e o bom, passar como relâmpago pelas coisas tristes, sombrias, dolorosas. Ou quem sabe, com sabedoria divina, transformar as sombras em luz e a morte em vida!

terça-feira, 27 de setembro de 2016

De como ocupar corpo e mente

Minha querida amiga, Célia, questionava o porquê de se gastar tempo escrevendo poemas, uma crônica até um conto ou romance. Em geral - continua ela - as pessoas estão sempre correndo, muitas delas viciadas em seus celulares e redes sociais a papear quaisquer piadinhas, figurinhas ilustrativas, tudo de fraco conteúdo só para se sentirem vivas. Argumentei com ela que quando faço meus exercícios físicos, faço-os para manter-me saudável. Não saio a caminhar por uma hora nem pego alguns pesos só para os outros verem. Sei que precisamos praticar tais exercícios e a consequência vem naturalmente. Assim também o exercício mental é importante para que nossas células cerebrais mantenham-se atuantes e realizem as conexões necessárias ao bom juízo e saibam contar uma história ou elaborar um poema. Escrever é como alimentar meu corpo: não escrevo para receber elogios nem espero que muitas pessoas vão ler e gostar ou criticar. Escrevo para mim mesma. Para eu refletir, para lembrar-me de lugares onde estive, de pessoas. Nesta altura da vida, quando a estrada já foi percorrida quase inteiramente, o importante é eu agradar-me a mim mesma; é ter os amigos que escolho e só vou aos lugares que desejo. Nada mais é tão importante quanto nossa satisfação pessoal, nossa alma em paz dentro de nosso corpo. Sou realista, nada pessimista. Por isso, sei que esta vida se esvai a cada segundo e, num piscar de olhos, já não mais existimos. Uso bem pouco as redes sociais. Ali, é uma vitrine para o "ego" que nunca está triste nem aparenta carências. Fotos sempre bonitas, pessoas bem vestidas, sorridentes, em lindos lugares. É uma fantasia meio vazia. Na minha visão. Gosto para matar saudades. Mas não me preenche a alma. O importante é exercitarmos nossas células cinzentas e falarmos de fatos reais ou imaginários. É brincar com o verbo; é pensar como nossa língua é rica e sonora é conferir as figuras de linguagem e tentar plantar ou fazer germinar alguma emoção. Gosto de refletir sobre o mundo, louco como está e maravilhoso na criança de colo e naquela que inventa brincadeiras ricas de imaginação. E sondar a riqueza da natureza e a imensidão do universo em expansão e o planeta Terra a vagar como um ponto de grafite ou um grão de areia! E nós que somos a um tempo insignificantes diante dessa magnitude e grandiosos quando produzimos um mínimo ato de amor ou amizade; quando nos deslumbramos envolvidos nos laranja- roxo- vermelho de um pôr- de- sol... Neste momento, amiga, repasso os e-mails. Falei com minhas filhas pelo Skype - uma em Madri, outra em Paris, de repente, mal corrijo um poema pela segunda vez, já é noite! E conheço gente que me diz lamuriante que não sabe o que fazer nas muitas horas de seu dia. Já lhe aconselhei a curtir jardinagem ou culinária...No nada fazer, há muito o que fazer. É só não ter preguiça e escolher. A decisão de escolher é de cada um: recolher -se encolhida num quarto escuro ou sair para a vida. E não adianta delegar sua vida a outros. Não curto novelas televisivas. Se houver um filme, ao menos razoável, tentarei ver até às vinte e duas horas. Depois, é a reclamação de sempre de que dormi pouco; de que sou ave- noturna. Saio daqui em paz, reconciliada com minha alma. Prometo agradecer ao bom Deus pelos presentes de hoje e por você, querida Célia, ser minha sincera amiga e gastar parte de seu tempo a ler meus parcos escritos. Qualquer dia escreverei um poema em sua homenagem! Só mais uma coisinha: nunca faça nada de que não goste só para impressionar os outros, tentar ser agradável. É muito provável que não gostem e você terá perdido seu tempo e ganhará de lambuja enorme frustração. Se faz só do que ama o primeiro ganho é o alívio do estresse cotidiano.

De como ocupar corpo e mente

Minha querida amiga, Célia, questionava o porquê de se gastar tempo escrevendo poemas, uma crônica até um conto ou romance. Em geral - continua ela - as pessoas estão sempre correndo, muitas delas viciadas em seus celulares e redes sociais a papear quaisquer piadinhas, figurinhas ilustrativas, tudo de fraco conteúdo só para se sentirem vivas. Argumentei com ela que quando faço meus exercícios físicos, faço-os para manter-me saudável. Não saio a caminhar por uma hora nem pego alguns pesos só para os outros verem. Sei que precisamos praticar tais exercícios e a consequência vem naturalmente. Assim também o exercício mental é importante para que nossas células cerebrais mantenham-se atuantes e realizem as conexões necessárias ao bom juízo e saibam contar uma história ou elaborar um poema. Escrever é como alimentar meu corpo: não escrevo para receber elogios nem espero que muitas pessoas vão ler e gostar ou criticar. Escrevo para mim mesma. Para eu refletir, para lembrar-me de lugares onde estive, de pessoas. Nesta altura da vida, quando a estrada já foi percorrida quase inteiramente, o importante é eu agradar-me a mim mesma; é ter os amigos que escolho e só vou aos lugares que desejo. Nada mais é tão importante quanto nossa satisfação pessoal, nossa alma em paz dentro de nosso corpo. Sou realista, nada pessimista. Por isso, sei que esta vida se esvai a cada segundo e, num piscar de olhos, já não mais existimos. Uso bem pouco as redes sociais. Ali, é uma vitrine para o "ego" que nunca está triste nem aparenta carências. Fotos sempre bonitas, pessoas bem vestidas, sorridentes, em lindos lugares. É uma fantasia meio vazia. Na minha visão. Gosto para matar saudades. Mas não me preenche a alma. O importante é exercitarmos nossas células cinzentas e falarmos de fatos reais ou imaginários. É brincar com o verbo; é pensar como nossa língua é rica e sonora é conferir as figuras de linguagem e tentar plantar ou fazer germinar alguma emoção. Gosto de refletir sobre o mundo, louco como está e maravilhoso na criança de colo e naquela que inventa brincadeiras ricas de imaginação. E sondar a riqueza da natureza e a imensidão do universo em expansão e o planeta Terra a vagar como um ponto de grafite ou um grão de areia! E nós que somos a um tempo insignificantes diante dessa magnitude e grandiosos quando produzimos um mínimo ato de amor ou amizade; quando nos deslumbramos envolvidos nos laranja- roxo- vermelho de um pôr- de- sol... Neste momento, amiga, repasso os e-mails. Falei com minhas filhas pelo Skype - uma em Madri, outra em Paris, de repente, mal corrijo um poema pela segunda vez, já é noite! E conheço gente que me diz lamuriante que não sabe o que fazer nas muitas horas de seu dia. Já lhe aconselhei a curtir jardinagem ou culinária...No nada fazer, há muito o que fazer. É só não ter preguiça e escolher. A decisão de escolher é de cada um: recolher -se encolhida num quarto escuro ou sair para a vida. E não adianta delegar sua vida a outros. Não curto novelas televisivas. Se houver um filme, ao menos razoável, tentarei ver até às vinte e duas horas. Depois, é a reclamação de sempre de que dormi pouco; de que sou ave- noturna. Saio daqui em paz, reconciliada com minha alma. Prometo agradecer ao bom Deus pelos presentes de hoje e por você, querida Célia, ser minha sincera amiga e gastar parte de seu tempo a ler meus parcos escritos. Qualquer dia escreverei um poema em sua homenagem! Só mais uma coisinha: nunca faça nada de que não goste só para impressionar os outros, tentar ser agradável. É muito provável que não gostem e você terá perdido seu tempo e ganhará de lambuja enorme frustração. Se faz só do que ama o primeiro ganho é o alívio do estresse cotidiano.

domingo, 21 de agosto de 2016

Matutando

Faz falta o gosto de Minas: fundão de mato, cheiro de bicho... Faz falta montanhas azuladas e casinhas entre galhadas com jardins em volta... Fumaça nas chaminés de chalés quase ocultos por araucárias centenárias! Faz falta um riacho com canoas, pescadores sonolentos, e vaquinhas mochas, pastando em pasto ralo, amarelecido, que a chuva é pouca e mineiro descuidado... Mas o gado, persistente e forte, como o caboclo. Faz falta o silêncio, o passaredo de qualidade e um bom amigo que ficou na saudade! Falta todo o tempo do mundo, pra pensar fundo na vida e esquecer a cidade... Faz falta tudo isso. Muita falta! Falta Minas e falta você!